domingo, 8 de julho de 2012

Jorge Polman ( 1927 - 1986 )

25 anos sem Jorge Polman



Que o esteio, a espinha dorsal de qualquer associação seja um programa rotineiro de observação, que seja observação de Variáveis; do Sol; Ocultações; Planetas; Lua; não importa o quê. Mas que haja uma rotina, uma especialização que resulte em OBSERVAR, OBSERVAR, SEMPRE OBSERVAR
Jorge Polman
No dia 2 de junho de 1986, com 59 anos de idade falecia Johannes Michael Antonius Polman, Pe. Jorge Polman.Polman nasceu em 7 de janeiro de 1927 em Amsterdam, Holanda. Viveu, portanto 59 anos, tempo demasiadamente curto para quem ainda tinha tanto a contribuir com a ciência astronômica e como servo de Deus. Polman chegou ao Brasil em 1952. Ordenou-se sacerdote no dia 1º de dezembro de 1957 no então Seminário Menor da Várzea no Recife/PE. No início de 1970 ingressou no Colégio São João, na Várzea, trazendo consigo um telescópio de 4 polegadas, que seria a pedra fundamental para a criação do Clube Estudantil de Astronomia, CEA. Sem ele o CEA não existiria. Com a criação do Clube seguiram-se uma série de atividades práticas, cursos, palestras e observação do céu.
Polman tinha também um invulgar espírito criativo. Em 1977 ele desenvolveu um micrômetro bifilar que foi até motivo para uma reportagem na revista Sky and Telescope, Maio de 1977, páginas 391 a 393. Polman esteve presente em vários congressos no país e no exterior. Em um deles, estivemos juntos em Montevideu, Uruguai. Veio a Campinas para observar nosso trabalho no Observatório Municipal e tive o privilégio de hospedá-lo em minha residência. Nutríamos uma grande amizade e identidade de pensamento. Polman deixou uma semente que germinou, cresceu e deu bons frutos para a astronomia não só de Pernambuco mas de todo Brasil. Sua meta “o céu como limite” ficou conhecida por todos nós que o admirávamos. A partir de 2011 seu nome está perpetuado em Campinas/SP, no Observatório Astronômico Pe. Jorge Polman do Colégio Sagrado Coração de Jesus dirigido pelo colega Julio César F. Lobo. A ele aplicamos o pensamento de Goethe : “Maior que a influência atribuída às estrelas, a que a memória dos homens bons exerce sobre nossa vida, nosso caráter, nosso destino”. Polman, sacerdote de Deus e de Urânia.





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